O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48h para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informe a data de início e previsão de término do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, detalhando o período de cada fase. A decisão, realizada neste domingo (13), também determina que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifeste sobre o caso.
O ministro é o relator de ações que questionam as ações do governo frente a pandemia, como o plano de vacinação em todo o país e aplicação obrigatória da vacina. O tema estava previsto para ir a plenário na próxima quinta-feira (17), porém foi adiado depois da proposta de imunização ser enviada pelo governo.

Entretanto, pesquisadores questionaram diversos pontos da medida. Dos 145 cientistas que assinam o projeto, 36 afirmam que sequer viram o documento antes dele ser finalizado e apresentado ao Supremo. Ao Correio, uma das pesquisadoras, a professora Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), questionou a finalização do documento sem previsão para que as primeiras doses sejam aplicadas na população.
O governo afirmou que tem garantido, através de acordos de intenção de compra, a aquisição de doses para 51 milhões de pessoas, o que representa apenas 1/4 da população brasileira.
A população carcerária e os profissionais de educação que não são professores foram excluídos dos grupos de prioridade, que devem receber a vacina primeiro. Informações do Diário de PE





