Os números de agressões e assassinatos contra homossexuais aumentaram em Alagoas. Crimes brutais e que chocam pela forma como são praticados colocam o estado no patamar mais alto no quesito violência contra homossexuais, segundo dados do Grupo Gay da Bahia. Somente este ano já foram registrados 11 assassinatos em Alagoas.
O último deles aconteceu no dia 1º de setembro, em Marechal Deodoro. Jonathas Silva Santos foi visto pela última vez em um bar do município. Testemunhas relataram que ele teria discutido com um jovem. Depois disso, foi encontrado por um segurança em um terreno baldio com vários sinais de agressão. O jovem ainda chegou a ser socorrido para o Hospital Geral do Estado, mas por conta dos ferimentos, não resistiu e morreu.
A família não sabe a quem atribuir o fato e diz estar chocada com a brutalidade com que o jovem foi morto. Cícero Santos, pai da vítima, cobra a elucidação do caso e punição aos assassinos. “Todo mundo que conheceu ele está chocado. Foi um crime que nós ainda não sabemos como aconteceu e queremos uma resposta”, contou à reportagem da TV Pajuçara.
O caso ainda está sendo investigado pela polícia, mas tem fortes indícios de que teve motivos homofóbicos. Outro caso que teve grande repercussão foi o do professor Lenilson Leite, que foi morto a facadas em 2011.
O estado concentra uma das maiores médias de crimes homofóbicos. Atualmente, o valor é de 5,6 por um grupo de 1 milhão, seguido da Paraíba , com 4,9, e Piauí, com 4,7.
Segundo o Grupo Gay de Alagoas, os casos de agressão contra homossexuais registrados também é alto. Somente este ano, 30 denúncias foram registradas.
“É preciso investir em políticas públicas que previnam a violência, além de adotar medidas socioeducativas com toda a população”, disse Nildo Correia.
O presidente da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Daniel Pereira, disse que as denúncias aumentaram pelo fato da sociedade estar mais intolerante diante de situações como estas. “A comissão repudia esse tipo de crime e a sociedade também está se mostrando contra a violência. Quanto mais se combater, fica mais claro o quanto ele é inaceitável”, observou. (Do TNH1)






