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Bolsonaro pede que vídeo de reunião não seja divulgado completo

Bolsonaro voltou a negar que tenha cobrado mudanças na PF durante a reunião.

Por: em 22/05/2020 às 09h02 atualizado em 22/05/2020 às 09h02

Às véspera da data definida pelo ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), para decidir sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu mais uma vez que a íntegra da gravação do evento não venha a público. Celso de Mello é o relator da investigação sobre a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Bolsonaro disse: “Eu só peço: não divulgue a fita toda. Tem questões reservadas, tem particularidades ali de interesse nacional. O resto, o que eu falei… Tem dois pedacinhos de 15 segundos que é questão de política externa que não pode divulgar. O resto, divulga. E tem bastante palavrão, tá. Peço para o pessoal não assistir, uma reunião reservada. Se o ministro resolver divulgar, vou cumprir a decisão judicial”, durante live nas redes sociais.

O presidente chegou a falar em “constrangimento” caso sejam divulgadas declarações que ministros teriam feito de forma informal durante a reunião.

Bolsonaro voltou a negar que tenha cobrado mudanças na PF durante a reunião, contrariando a versão dada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro quando pediu demissão do cargo, no fim de abril.

Celso de Mello recebeu o vídeo da reunião na segunda-feira (18). Naquele dia, o STF comunicou que o ministro decidiria sobre a divulgação da gravação — parcial ou total — até sexta-feira (22). Na semana passada, Bolsonaro afirmou que quem espera que o vídeo seja um “xeque-mate”, vai “cair do cavalo”.

A defesa de Moro defende a divulgação do conteúdo na íntegra. Segundo o próprio ex-ministro, não há assunto pertinente a segredo de Estado ou que possa gerar incidente diplomático, muito menos colocar em risco a segurança nacional, como alega Bolsonaro. Com informações da CNN Brasil.

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