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Campanha alerta famílias a reduzir o sal e evitar hipertensão

Por: em 27/04/2013 às 17h24 atualizado em 27/04/2013 às 17h24

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O vilão brasileiro da pressão alta – o sal de cozinha – deve ser evitado em família. O alerta foi dado nesta sexta-feira pelos cardiologistas no Dia Nacional de Prevenção e Combate da Hipertensão Arterial, uma das doenças que mais matam e incapacitam os brasileiros. A Sociedade Brasileira de Cardiologia, responsável pela campanha, chama atenção especial para as crianças, que em razão do consumo de alimentos industrializados, gordurosos e salgados têm adquirido pressão acima da normal. A expectativa também é que reeducando os filhos, pais possam adequar a sua dieta, reduzindo em grupo o risco de adoecimento que vai aumentando com a idade.

No Recife, na Praia de Boa Viagem, duas iniciativas estimularam, na manhã de ontem, ações preventivas em família, como a mudança na alimentação e a atividade física frequente. Uma delas foi promovida pela Sociedade de Cardiologia em parceria com a Academia da Cidade, da Secretaria Municipal de Saúde. A outra ficou sob o comando do Hospital Jayme da Fonte, da rede privada.

“O brasileiro normalmente utiliza o dobro do sal recomendado por dia, que são cinco gramas. Em termos práticos, o consumo diário não deve exceder a quantidade que cabe na tampinha de uma caneta esferográfica”, explica Sílvio Paffer, responsável pelo Departamento de Hipertensão da representação local da Sociedade Brasileira de Cardiologia e médico do Centro Ermírio de Moraes, da rede SUS, no Recife. Segundo ele, é preciso não só evitar adição de sódio nas refeições, “mas também sob outras fontes, como comidas enlatadas, bebidas dietéticas, bacalhau e charque”, lembra.

A hipertensão arterial sistêmica é doença comum na população. Entre os adultos chega a 30% a proporção de hipertensos. Com o passar dos anos, a chance de tornar-se portador do mal, cresce, “em razão do endurecimento da parede das artérias, por conta do aumento da resistência na camada muscular dos vasos”, explica Sílvio Paffer. Apósos 60 anos de idade, cerca de 60% das pessoas são hipertensas, afirma o cardiologista. (JC)

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