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Com armas mais legalizadas, Brasil registra menos homicídios

Por: em 26/09/2020 às 11h31 atualizado em 26/09/2020 às 11h31

Durante um comunicado oficial, a indústria de armas no Brasil comemora que o mercado de armas de fogo no Brasil está em seu melhor momento e vive um período auspicioso.

A venda de armas no país controladas pela Polícia Federal teve um aumento de quase 200%, subindo de 24.663 unidades, no primeiro semestre de 2019, para 73.985, no mesmo período de 2020. Os dados da Polícia Federal mostram que desde 2017 as vendas no primeiro semestre vêm superando as do mesmo período do ano anterior, mas não na mesma proporção destes últimos seis meses.

“Com a ampla divulgação do direito de legítima defesa com armas de fogo, as mudanças na política nacional e a ampliação da quantidade de calibres, esse aumento nas vendas já era esperado. O Brasil teve sucessivos governos que tinham como política a restrição as armas e o desestímulo à compra legal. Apesar do referendo de 2005 ter garantido o direito à legitima defesa, na verdade o cidadão brasileiro não tinha acesso as armas”, explicam.

Na avaliação do setor, com a queda do número de homicídios não pode ser caracterizada apenas pelo fato das pessoas se armarem, mas “deve-se avaliar que hoje o criminoso já está na dúvida se a vítima vai estar armada ou não”. A tese é que, no passado, ele tinha certeza que a vítima estaria desarmada.

“Ainda que os efeitos tenham sido positivos e há evidências numéricas, não há estudos conclusivos que permitam estabelecer relação direta de casualidade, que podem incluir outras variáveis, como políticas regionais, estaduais. No entanto, os dados desmitificam o discurso de que flexibilizações para a aquisição de armas legalizadas resultariam em mais crimes. Mostra, inclusive, uma variação inversa nos dois indicadores (registro de armas e homicídios).”, defende o setor de armas.

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