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Comerciante de ST revela que foi raptada e escravizada na infância por ciganos e pode ter localizado família na BA

Por: em 05/05/2013 às 13h45 atualizado em 05/05/2013 às 13h48

comerciante

Uma comerciante de Serra Talhada revela que foi raptada quando tinha cerca de três anos, no município de Serrinha-BA, a uma hora de Feira de Santana-BA. “Tive a infância roubada!” diz com lágrima nos olhos “Solange Feitosa da Silva” (Solange Modas), que acredita ter uns 33 anos.

Ela revela pela que foi raptada por um casal de ciganos quando a mãe deixou a mesma na casa de uma vizinha. “Sofri as maiores humilhações, fui agredida, escravizada e me usavam para pedir esmolas. Vivia de cidade em cidade dormindo embaixo de ponte e no meio da rua”, revela.

Segundo Solange, foram cinco anos de sofrimento, quando tinha 8 anos levou uma surra dos ciganos na cidade de Petrolândia. “Ao chegarmos em Paulo Afonso-BA, fugi, peguei um caminhão até a entrada de Floresta, depois um pau de arara até Serra Talhada, a primeira noite passei na rodoviária”, conta.

A partir daí virou menina de rua, mas foi acolhida por várias pessoas que trabalham com verdura. “Eu era muita esperta no trabalho, trabalhei em quase todo o comércio de Serra Talhada, morei em várias casas, passei mais tempo com uma senhora que morava sozinha, a partir daí fui acolhida por uma família, que me deu estudou até o terceiro ano”, relata.

Enquanto solteira, Solange nunca teve certidão de nascimento, os ciganos à chamavam de Ninha, o nome “Solange” foi escolhido por ela própria na adolescência, ao casar aos 16 anos foi registrada com o sobrenome do esposo.

Já tinha perdido as esperanças de encontrar a família perdida há 30 anos atrás, mas na última segunda-feira (29), conseguiu os primeiros contatos através de uma rádio da cidade de Serrinha, por intermédio de uma policial.

“Conversei pela rádio com uma senhora de 64 anos, ela tem tudo para ser minha mãe, contou a minha história melhor que eu, falou dos meus sinais das costas e no joelho. Disse que após meu sumiço me procurou desesperadamente durante 90 dias. Depois consegui localizar meus possíveis irmãos em São Paulo, eles mandaram fotos deles e da minha mãe pelo facebook. Tem as mesmas características físicas, o mesmo sorriso….”diz esperançosa.

Na próxima semana ela deve viajar para a cidade de origem, onde fará no sábado (11) um exame de DNA, o resultado sai em quinze dias. “Quero passar o dia das mães com ela”, conclui. (Luiz Carlos)

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