Estabelecida na província de Fujian, na China, e a apenas 30 quilômetros do centro de Ningde, o povoado de Sandu’ao é um dos poucos assentamentos construídos sobre a água.

Basicamente, trata-se de uma enorme e autossustentável aldeia flutuante, e seus moradores sequer precisam colocar os pés em terra firme para garantir a sobrevivência. E quando precisam, o fazem por meio do uso de barcos – geralmente utilizados para o serviço de pesca. Sandu’ao possui até serviço postal flutuante, lojas de conveniência, posto policial e restaurantes.

Após ter sido devastada por bombardeios aéreos, durante a invasão japonesa que ocorreu na Segunda Guerra Mundial, a aldeia passou por uma década de reconstrução e desenvolvimento. Atualmente, é considerada uma das maiores bases de cultivo de peixes corvina, mariscos e camarões da China. Tais culturas são mantidas dentro de milhares de jaulas e redes de pesca, em um processo que muitos chamam de “plantio no mar”.

Assim como a maioria das aldeias do país, Sandu’ao é composta por modestas casas feitas de madeira. A única diferença é que são construídas sobre resistentes barcas feitos de bambu ou madeira, presos por barris plásticos e PVC, para garantir sua flutuabilidade.

Localizada em mar aberto, mas sobre uma região que não é ameaçada por ondas, seus pontões simplesmente balançam graciosamente sobre as águas calmas.

Apesar de servir como grande fornecedora de peixes e frutos do mar para o país, a aldeia flutuante também funciona como ponto turístico, atraindo cada vez mais visitantes que desejam experimentar a vida sobre a água.






