Do CNN Brasil
Nesta quinta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento em sessão extraordinária de três ações contra a realização da Copa América no Brasil. Os ministros vão ter 23h59 para computar os votos no sistema virtual.
Além disso, uma ação é da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, que pede a suspensão da competição em caráter liminar por conta do risco de aumento de casos e mortes por Covid-19. A outra, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), defende que sediar o evento viola os direitos fundamentais à vida e à saúde. Ambas são relatadas pela ministra Cármen Lúcia.

O terceiro processo foi apresentado pelo PT, que tem como relator o ministro Ricardo Lewandowski. No pedido, o partido também argumenta que a autorização do evento no Brasil viola o direito à saúde.
Até agora, já registraram votos sobre as ações do PSB e Confederação dos metalúrgicos o ministro Marco Aurélio e a ministra Cármen Lúcia, que defendem a liberação da copa no País. Já Ricardo Lewandowski votou sobre a ação de sua relatoria, defendendo uma determinação para que o governo federal envie ao STF, até 24h antes do início da competição, um plano detalhado com ações de prevenção contra a Covid-19 no evento.
O país receberá as partidas após as anfitriãs originais, Argentina e Colômbia, desistirem de abrigar a competição em razão da pandemia e de uma situação política conturbada, respectivamente. A mudança de sede foi anunciada pela Conmebol no último dia 31 e gerou controvérsia.
No mandado de segurança que será analisado pelo STF, o PSB argumenta que “a intensa circulação de estrangeiros entre os estados brasileiros — consequência óbvia da realização do torneio — favorece não só a disseminação do vírus em localidades que já se encontravam com extrema dificuldade na contenção do vírus, como também fomenta a entrada de novas variantes em território nacional”.
O início dos jogos está previsto para o próximo dia 13. Dez delegações participarão da primeira fase, o que totaliza cerca de 650 pessoas, entre jogadores e comissões técnicas, de acordo com o Ministério da Saúde.





