A equipe econômica do governo federal prevê um rombo fiscal de R$ 891,1 bilhões nas contas públicas em 2020. Isso inclui também os resultados dos governos regionais e das estatais federais. Desse total, R$ 605 bilhões são reflexos dos gastos com o combate à pandemia da Covid-19.
Diante disso, a estimativa do déficit primário do setor público foi atualizada pelo Ministério da Economia nesta sexta-feira (04). Portanto, se confirmada, esse será o pior resultado da série histórica.

Além disso, considerando uma queda de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, a nova projeção representa 12,4% do PIB. A previsão é 9,7% pior que a expectativa de R$ 812,2 bilhões, divulgada em julho.
Ou seja, o impacto primário total das medidas emergenciais de combate à pandemia, R$ 584,3 bilhões são referentes a despesas. Nesse valor, há ainda, R$ 14,8 bilhões sem dotação orçamentária. Outros R$ 20,6 bilhões são receitas que deixaram de entrar. Em julho, as despesas primárias com a pandemia somavam R$ 512 bilhões.
O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery, explicou que o aumento na previsão do déficit é fruto, do pagamento de novas parcelas do auxílio.
Portanto, as contas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) devem registrar rombo fiscal de R$ 866,4 bilhões. Já o resultado dos estados e municípios deve ser deficitário em R$ 22,6 bilhões.
A redução de receitas e aumento das despesas, as medidas emergenciais de combate à Covid-19 dos estados e municípios somam R$ 105,6 bilhões. Esse impacto, afeta no resultado primário do setor público de 2020. Além disso, entre as despesas, o destaque fica com as transferências diretas de US$ 60,2 bilhões. Valor que é repassadas pela União aos entes federativos pelo programa auxílio financeiro emergencial federativo. Com informações da CNN Brasil.
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