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Estudo contesta número de mortes por Covid-19 previsto no Brasil

A ideia defendida pelos autores é que os métodos utilizados para realizar estimativas dos óbitos podem ter aumentado o valor final, em números absolutos

Por: em 20/04/2020 às 17h36 atualizado em 20/04/2020 às 17h36

Um novo estudo, assinado pelo economista Samy Dama e pelo matemático e estatístico Alexandre Simas, contesta os números previstos de mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Segundo o documento, eles podem ser diferentes dos apresentados. O estudo, encomendado pela Easynvest, tem como coautores José Gallucci, Bruno Filardi e Rodrigo Rodriguez.

A ideia defendida pelos autores é que os métodos utilizados para realizar estimativas dos óbitos podem ter aumentado o valor final, em números absolutos. Um exemplo citado é o do Imperial College, em que os critérios de cálculo não levaram em conta os casos subnotificados da infecção. 

Durante a apresentação do estudo, que será atualizado semanalmente, Dana explicou que os modelos existentes “foram acusados no mundo inteiro de superdimensionar o número de mortes, mesmo nos cenários mais otimistas. Por isso, acreditamos que nosso modelo é mais correto”.

Por fim, o economista explica o motivo da criação de seu modelo. Segundo ele, o objetivo não é rivalizar com os já existentes, mas ajudar diversas frentes a saber o que fazer. “Não somos contra a quarentena, nem estamos dizendo que ela não faz diferença. É só para as pessoas entenderem que é um trabalho científico”, completa.

De acordo com Dana e Simas, caso sejam considerados os possíveis casos subnotificados, a taxa de letalidade da doença muda drasticamente. Como exemplo, eles citaram um caso em que há 100 indivíduos infectados. Se houver uma morte neste grupo, haverá uma taxa de mortalidade estimada de 2%. Entretanto, caso houver 19 casos não detectados para cada infectado, esta taxa cai para 0,01%.

Do Site Olhar Digital

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