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EUA recomendam que Brasil evite usar tecnologia de 5G da China

O embaixador Todd Chapman afirmou que a atual relação de proximidade entre Trump e Bolsonaro, fortalece o comércio entre os dois países

Por: em 07/05/2020 às 05h08 atualizado em 07/05/2020 às 08h35

Em entrevista exclusiva à CNN, o diplomata Todd Chapman, embaixador dos Estados Unidos em Brasília, afirmou que se estende ao país a recomendação americana para que nações aliadas evitem utilizar tecnologia da China na implementação do sistema 5G, a nova geração de rede de comunicação móvel.

“Nos Estados Unidos, consideramos que a maneira correta de usar essa tecnologia é a proteção da privacidade, proteção dos dados e da informação e que essa informação não é entregue diretamente ao Partido Comunista da China”, disse Chapman.

“Achamos que esse não é um bom caminho e recomendamos aos aliados, como é o caso do Brasil, para ter cuidado e falar com os nossos aliados sobre a nossa visão, que é a de continuar buscando essa tecnologia que é tão importante, mas buscando fornecedores que tenham os mesmos princípios que nós”, prosseguiu o embaixador, que citou as empresas de Finlândia e Suécia como alternativas ao país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é defensor da tese de que o regime chinês tem buscado expandir a sua exportação de serviços de tecnologia com a intenção de criar uma rede de espionagem, apesar de não ter comprovado a acusação.

Questionado por que os EUA sonegam ao Brasil a mesma relação de proximidade em relação a tecnologias de defesa nacional, Chapman negou que isso ocorra. Para o embaixador americano, o acordo entre os dois países para o lançamento de foguetes na base de Alcântara (MA) seria o exemplo dessa aproximação também na seara militar.

O embaixador Todd Chapman afirmou que a atual relação de proximidade entre Trump e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fortalece o comércio entre os dois países. Ele afirmou que a relação direta entre os dois presidentes não esvazia o papel das autoridades diplomáticas, uma vez que expande o leque de assuntos que os países podem tratar.

“É a hora de aproveitar e maximizar a relação entre os dois países”, comentou, citando, além do comércio, as áreas de ciência, educação e segurança nacional como prioritárias para o atual momento da relação entre os dois países.

Da CNN Brasil

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