A fila por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública de Pernambuco tem cerca de 50 pessoas, de acordo com dados atualizados nesta quarta-feira (3). A espera já chegou a registrar mais de 300 pacientes. Hoje, a taxa de ocupação de leitos no estado é de 79%, em média. Nas enfermarias, que estão com a fila zerada, o índice é de 68%. Nas UTIs, a ocupação é de 98%.
O governo de Pernambuco atingiu, nesta quarta-feira, a marca de 1.539 leitos abertos para pacientes com a Covid-19. Do total de leitos criados, 684 são de terapia intensiva e 855 são de enfermaria. Os leitos estão distribuídos por 19 cidades, sendo 13 no interior do estado.

Em coletiva de imprensa online, o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que já é perceptível o decréscimo da pressão sobre a rede de saúde, inclusive com a diminuição da lista de pacientes que aguardam vaga de terapia intensiva. “Além do sucesso das ações de restrição social, como a quarentena mais rígida; a grande ampliação de leitos foi crucial para conseguirmos atingir esta situação e para que seja possível planejar um retorno das atividades econômicas”, disse.
André Longo ressaltou, no entanto, que a reabertura de alguns setores não significa relaxamento da população. “Continuamos trabalhando diuturnamente e ainda temos o compromisso de avançar no processo de ampliação de leitos para garantir a assistência aos pernambucanos”, afirmou.
O infectologista Demetrius Montenegro enfatizou, na coletiva, que o uso das máscaras e o distanciamento social precisam continuar no estado. “Estamos vivendo uma nova ordem social. Não voltamos ao que era antes (da pandemia). A normalidade não voltou. O que observamos hoje é que as pessoas estão fazendo aglomerações. Cada um precisa assumir que a vida vai ser diferente durante um tempo”, ressaltou.
Com informações do Diário de Pernambuco





