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Funcionários dos Correios não fecham acordo e permanecem em greve

A greve permanece por tempo indeterminado em todo o Brasil.

Por: em 12/09/2020 às 18h23 atualizado em 12/09/2020 às 18h23

Depois de 25 dias do início da greve dos funcionários dos Correios, na tarde desta sexta-feira (11), foi executada uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que finalizou sem acordo entre as partes.

Mediada pela ministra Kátia Arruda, nem a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), nem os sindicatos atingiram um ponto de concordância. Por essa razão, a greve permanece por tempo indeterminado em todo o Brasil.

Realizada por meio de videoconferência, a audiência contou com a participação dos representantes das partes envolvidas no desacordo e seus advogados, além dos representantes da União e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A ministra dirigente enfatizou que o papel do tribunal é buscar resolver conflitos por meio da negociação coletiva e com uma solução consensual para que o caso não seja levado a julgamento pela Seção de Dissídios Coletivos.

“Sabemos da importância da instituição e das conquistas históricas dos trabalhadores e essa audiência de conciliação visa atender de forma equilibrada as divergências entre as duas partes”, disse Kátia Arruda.

A audiência do julgamento da manutenção, ou não, do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi marcada para o dia 21 de setembro. A sugestão inicial de acordo apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), de acordo com os trabalhadores, retira 70 cláusulas do atual ACT, acabando com os 30% do adicional de risco; auxílio creche/babá; 70% sobre férias; indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais; pagamento de horas extras, e entre outros direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados. A estatal propôs, também, equiparar os direitos dos trabalhadores com os da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Os funcionários protestam igualmente contra a privatização da empresa e a falta de medidas para proteger os empregados da pandemia do novo coronavírus. Os empregados ainda chegaram a pedir 5% de reajuste salarial. Os Correios argumentam que não há como manter o mesmo acordo do ano passado, por conta do cenário atual de pandemia. Via: JC Online.

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