Roberto (nome fictício) nasceu duas vezes. O primeiro nascimento se deu de forma previsível, como acontece com todo bebê que vem ao mundo. O segundo, tão importante quanto o anterior, aconteceu aos 12 anos, quando ele ganhou o direito na Justiça de ser chamado pelo nome masculino.
Roberto é um adolescente trans. É com o gênero masculino que se identifica desde os três anos de vida. Nunca se percebeu como uma menina. Por isso, sofria constrangimento quando lhe chamavam pelo nome feminino, aquele consagrado lá atrás na certidão de nascimento. Foram quase dois anos para garantir o direito.

Esse seria o primeiro caso de adolescente trans a registrar o nome social nos documentos em Pernambuco, segundo o advogado do caso.
Do Diário de Pernambuco





