Nesta sexta-feira (09), a Secretaria de Defesa Social (SDS) dispensou o Coronel Alexandre Tavares de Oliveira Silva, do comando do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM). A decisão foi publicada no Boletim Geral da pasta, um dia após o policial militar trocar agressões com o deputado estadual Joel da Harpa (PP).
De acordo com as informações, a confusão entre o militar e o deputado estadual ocorreu durante a vacinação contra a Covid-19 de policiais na sede do Complexo Policial de Jaboatão dos Guararapes, na Estrada da Batalha, no bairro de Prazeres. As imagens feitas no local do incidente, mostram o momento em que os dois se empurram e discutem. O deputado disse que queria entrar no auditório do local, onde estava ocorrendo à vacinação dos policiais, para fiscalizar a imunização, mas o comandante do batalhão não permitiu a entrada. Assista:
No vídeo, é possível ouvir o deputado questionando se o policial iria removê-lo do local e a confirmação do comandante. “Vai me tirar?”, perguntou Joel. “Vou”, disse Alexandre. Outros policiais tentam apartar a briga e se colocam em meio aos dois.
Além disso, na gravação, Joel da Harpa aparece sem máscara. Ele disse que a proteção caiu do rosto depois de outras tentativas de remoção dele do local. O deputado contou, ainda, que registrou uma queixa contra o policial na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, visando à abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar contra o servidor.

A PM afirmou que Joel da Harpa, “sem utilização de máscara para prevenção à transmissão de Covid-19, tentou entrar na sala de vacinação instalada na sede do 6º Batalhão, em Prazeres, e foi impedido em respeito a normas sanitárias”. Ainda no texto, a PM disse que, “sem comunicação prévia e sem utilizar máscara, o deputado chegou à unidade militar e foi permitido seu acesso à área externa e algumas dependências do batalhão, onde pode realizar filmagens”.
A PM contou ainda que “o parlamentar quis entrar na sala onde estava ocorrendo a vacinação dos militares contra a Covid-19, que estava com acesso permitido apenas para o pessoal que iria tomar a vacina e os técnicos responsáveis pela aplicação do referido imunizante, de modo a evitar aglomerações ou tumultos, além da exigência de equipamento de proteção individual”.
A Polícia Militar finalizou a nota afirmando que, “após os ânimos se exaltarem, tudo foi esclarecido entre as partes”. Com informações do G1.





