O governo calcula que 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada receberão o benefício emergencial para manutenção do emprego. Isso significa que eles serão afetados por medidas de redução de jornada e salários ou suspensão de contratos.

Por outro lado, a equipe econômica estima que o programa salvará 8,5 milhões de postos de trabalho ao dar alívio momentâneo às empresas. A medida estabelece faixas básicas de possibilidade de redução de jornadas de trabalho e de salários de 25%, 50% e 70%. Em alguns casos, entretanto, notadamente de empresas que estão praticamente paradas, essa autorização será de suspensão total, de 100%, de jornadas e remunerações. Nesse caso, os trabalhadores receberão uma compensação do governo de até 100% do seguro-desemprego que ganhariam caso fosse uma demissão.
Num cenário sem as medidas, o governo estima que as demissões poderiam atingir até 12 milhões de trabalhadores. Com o programa emergencial, as dispensas devem ser menores. Ainda assim, 3,2 milhões de trabalhadores devem perder o emprego — eles receberão todos os benefícios já existentes hoje, como seguro-desemprego e multa de 40% sobre o saldo do FGTS.
Com informações do r7





