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Investigadores não encontram “bala de prata” em depoimento de Moro

Veja os comentários dos investigadores

Por: em 05/05/2020 às 09h38 atualizado em 05/05/2020 às 09h38

Os investigadores envolvidos no inquérito que apura as acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, ao presidente Jair Bolsonaro avaliaram que não foi apresentada nenhuma “bala de prata” contra ele nas mais de oito horas de seu depoimento no último sábado, na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

De acordo com o jornalista Caio Junqueira, a análise é a de que, a despeito da duração do depoimento, não houve avanço significativo em relação à fala do ex-ministro durante seu ato demissional na manhã do dia 24 de abril. Apontam, nesse sentido, dois indicativos disso. O primeiro é o tamanho em si do depoimento em sua versão final —- as oito horas viraram dez páginas, que devem se tornar públicas a qualquer momento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O segundo indicativo foram os próprios pedidos de diligências feitos pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, na tarde dessa segunda-feira (04).

Segundo fontes, as solicitações basicamente “espelham” o que foi falado no depoimento. Moro citou ministros de estado (Luiz Ramos, Braga Netto e Augusto Heleno) como testemunhas de uma reunião fechada no dia 23 de abril, em que ele [Moro] teria sido pressionado a substituir Maurício Valeixo da PF (o que motivou o pedido para ouvi-los).

O ex-juiz ainda mencionou a reunião ministerial do dia 22 de abril em que Bolsonaro lhe cobrou a saída de Valeixo (o que fez Aras pedir o vídeo completo do encontro), além de ter mostrado mensagens de celular que já haviam sido se tornadas públicas.

Nada, portanto, para investigadores, que avançasse significativamente na narrativa que ele já havia falado publicamente quando deixou o cargo. A leitura é a de que Moro evitou regredir no tempo em sua relação com Bolsonaro justamente porque poderia se auto-incriminar. Com informações da CNN Brasil.

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