Centrar a temática no mundo oriental não é novidade na Globo — só pelas mãos de Glória Perez, por exemplo, a abordagem fez sucesso em O clone, Caminho das Índias e Salve Jorge. A característica também poderá ser vista em Joia rara, que estreia nesta segunda-feira (16), no lugar de Flor do Caribe. Para a faixa das seis da noite, essa ambientação é novidade. Mas há outro diferencial no qual apostam as autoras, Thelma Guedes e Duca Rachid: o requinte da qualidade das imagens, item que figura como prioridade no trabalho da diretora da trama, Amora Mautner, do núcleo de Ricardo Waddington.
A dupla aposta na qualidade estética do cinema desde Cordel encantado e Avenida Brasil, duas obras que chamaram a atenção pela estética diferenciada. “Sou obsessiva em relação ao conceito”, resume Amora, filha do multicompositor Jorge Mautner. “Temos uma imagem linda, forte, formal e elaborada, e ainda exijo verdade do elenco.” Em Joia rara, o que promete impacto de cara é a ambientação histórica entre 1934 e 1945, período que contextualiza a Segunda Guerra Mundial. Há ainda um trunfo: a abordagem da reencarnação, em uma história arrebatadora na qual o budismo aparece em fortes contornos.







