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Microbiologista alerta quais os cuidados que devem ser tomados no Salão de Beleza!

Por: em 09/05/2013 às 00h14 atualizado em 09/05/2013 às 00h14

salão de beleza

Frequentar salão de beleza é algo muito comum entre homens e mulheres, sobretudo para o público feminino. Entretanto, salões de beleza podem se tornar um risco à saúde tanto dos clientes quanto dos profissionais que trabalham nesses locais, quando estes não obedecem a normas de higiene e esterilização. A Biomédica e Microbiologista Gleiciere Maia Silva afirma que um dos maiores perigos, ao qual os clientes estão expostos neste ambiente, encontra-se nos objetos que são compartilhados como alicates, tesouras, escovas, esmaltes, dentre outros. Tais objetos podem servir de veículo de contaminação e acarretar transmissão de doenças como Hepatite B e C, tétano e do vírus HIV, quando contaminados com o vírus/bactérias e usados inadequadamente.

Segundo a biomédica, existe uma série de questões a se levar em consideração, quando se trata do uso de materiais para unhas, pele e cabelos. Instrumentos de manicure devem ser esterilizados e os feitos de madeiras tais como lixa de unhas, de pés e palito, segundo a Vigilância Sanitária, devem ser descartados após o uso individual. Quando falamos em unhas, o simples hábito de fazer as unhas no salão utilizando objetos coletivos sem a higiene adequada ou sem estarem devidamente esterilizados pode ocasionar desde micoses nas unhas (onicomicose) até infecções graves. O esmalte é outro problema, pois caso o mesmo esteja contaminado com fungos, bactérias ou vírus o ato de pintar as unhas das clientes é como passar uma solução rica em micro-organismos potencialmente infectantes, podendo causar doenças, sobretudo se as unhas ou contornos estejam com uma lesão que será uma porta de entrada.

A escova de cabelo é algo que também deve ser utilizada com cuidado. É preferível que cada pessoa leve sua escova e/ou pente, caso o salão de beleza não tenha uma política de trocar de escova ou de lavagem da mesma a cada cliente, uma vez que são objetos de uso individual e, na situação de uso coletivo, há riscos de transmissão desde pediculose (piolhos) até uma micose de couro cabeludo. Existem casos de micose de couro cabeludo nos quais o tratamento inclui a raspagem completa do cabelo, associado ao uso de antifúngicos na forma de shampo para que não ocorram recidivas.

As maquiagens e pincéis são outras possíveis fontes de contaminação, por isso a Biomédica Gleiciere recomenda que cada cliente leve os seus próprios produtos e pincéis para que assim possa ser realizada a maquiagem sem o risco de transmissão de doenças como herpes, conjuntivite e até acne, caso a maquiagem esteja contaminada com alguns dos agentes causadores dessas enfermidades.

A proteção e higiene é uma maneira interessante de prevenir complicações aos usuários de salões e aos profissionais que trabalham com isso. O uso de luvas e máscaras pelos profissionais é imprescindível para a sua proteção contra doenças infecciosas e contra agressões provocadas por substâncias químicas utilizadas rotineiramente nestes ambientes. A maior dica da Biomédica Gleiciere Maia é que as clientes levem seus próprios produtos de casa ao salão de beleza, incluindo escovas, alicates, lixas e esmaltes, afinal o salão de beleza é um local para nos proporcionar bem-estar, não é para ser um local de veiculação de doenças. (Autora: Gleiciere Maia Silva, Biomédica, Especialista em Micologia e Microbiologia Médica e Mestre em Biologia de Fungos)

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