O Brasil enfrentará o período mais preocupante da crise do coronavírus nos dois próximos meses, projetou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A declaração foi feita em entrevista na noite deste domingo (12) ao programa Fantástico. Ele admitiu que os números oficiais (há 1.223 mortes e 22.169 casos confirmados) estão subestimados. “No mês de maio, junho, teremos os dias muito duros”.

Ele voltou a defender o isolamento como uma das principais medidas de combate à COVID-19. “Se iniciarmos precocemente uma movimentação, vamos voltar àquele mesmo padrão do início, em que tinha, dia após dia, aumento do surgimento de brotes epidêmicos. A gente imagina que o mês de maio e de junho serão os 60 dias mais duros para nossas cidades”, reforçou.
Indagado sobre uma projeção de infectados no país ao longo deste ano, Mandetta disse que não existe “absolutamente nada que influencie mais essa resposta do que como a sociedade brasileira vai se comportar nos próximos dias”, voltando a fazer defesa da quarentena. “Esse número muda muito ao sabor de como a gente vai se comportar. Se a gente não fizer absolutamente nada. Se falarmos ‘vamos todos trabalhar’, deixa só quem tem mais de 60 anos em casa. Tem cenários extremamente otimistas e tem cenários extremamente pessimistas”.
E defendeu que, mesmo assim, as estimativas seriam seguranças. “A gente não está no escuro. Mesmo sem essa testagem, temos modelos estatísticos, matemáticos, que nos permitem dimensionar qual é o ritmo, para onde está indo, se está deslocando para que faixa etária. Modelos matemáticos que nos permitem fazer cálculos muito bons sem estar testando 100% das pessoas”. Com informações do Diário de PE.





