O esquema é antigo, mas parece ter se popularizado novamente, fazendo inúmeras vítimas por todo Brasil e chegou à Serra Talhada. O convite normalmente acontece por meio das redes sociais, com a promessa de que ao participar do esquema, a pessoa contribui com uma pequena quantia e no final irá receber um valor exorbitante, ao concluir a pirâmide (pagar o valor baixo, convidar duas pessoas que devem convidar outras). O processo é tentador levando muitas vítimas a cair no golpe.
O problema em questão é que muitas pessoas não recebem o valor prometido, e nem mesmo o que foi investido inicialmente. Participar do esquema, e induzir outros a serem vítimas do golpe, configura estelionato, podendo o autor além de ser vítima (perder o dinheiro) ser responsabilizado criminalmente.

O modelo é simples e tem sido utilizado no país inteiro. Os participantes entram em contato com a vítima através de redes sociais, como o Facebook ou o Instagram, ou mesmo por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, e faz uma proposta tentadora: A vítima deposita R$ 25,00 (vinte e cinco reais) e indica mais pessoas para entrar na “pirâmide”, e em troca receberá R$200,00 (duzentos reais), quando a roleta rodar. Induzido pelo lucro fácil, a vítima procede dessa forma, passa o convite para mais dois conhecidos, e transfere o valor para o quem o chamou.
É importante que as pessoas entendam que não existe “lucro fácil”. É matematicamente desarrazoado acreditar que entregando R$25,00 (vinte e cinco reais) você irá receber, de graça, R$200,00 (duzentos reais). É uma valorização e um lucro altíssimo, e alguém terá que pagar no final.

Há, inclusive, o risco de que uma pessoa que tenha sido convidada, feito o pagamento e repassado o convite para outros amigos, seja responsabilizada criminalmente depois, porque essas pessoas por ele convidadas, poderão ser vítimas desse golpe.
O Delegado Cley Celestino Batista, Regional de Cuiabá disse que os participantes podem ser condenados em até oito anos. “A pessoa que for convidada a participar de algum grupo atualmente conhecido como ajuda mútua, deve pesquisar antes. Seja na internet, com parentes ou até na delegacia. É sempre bom que esses ‘investimentos’ não sejam depositados na conta de um desconhecido”, afirma.
“Muitas das pessoas que aplicam o dinheiro caem no golpe acreditando que terão um retorno rápido. O ‘investimento’ é pouco, e o retorno chega a ser cerca de dez vezes mais, em Serra Talhada, o investimento chega à render 700%. Nestas circunstâncias a pessoa nada mais é que uma vitima de um estelionatário que geralmente recebe o dinheiro dos novos membros”, explica.
Cley ainda ressalta que se a pessoa sabe que está pratica é ilícita e criar esquemas para lucrar, ela poderá ser investigada e caso se confirme a suspeita, ela poderá responder pelo crime de estelionato, sendo condenada em até oito anos de reclusão. “Caso alguém se sinta lesado é necessário que a pessoa vá até uma delegacia registrar queixa para que haja uma investigação”, conclui.
A prática de pirâmide é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”. Em Serra Talhada não se chama “Giro Solidário”, mas sim “Roleta do dinheiro ou da Sorte”.
Com informações do Olhar Direto e Serra Talhada em Foco.
Comente aí embaixo sua Opinião! E se você gosta do conteúdo do Portal Nayn Neto nos ajude compartilhando as matérias! Clique e siga a gente no Instagram: @portalnaynneto e no Facebook: Portal Nayn Neto.





