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O VÍRUS da ANSIEDADE em dias de CORONAVÍRUS

Por: em 20/05/2020 às 08h52 atualizado em 20/05/2020 às 08h54

Por Pr. Paulo César Nascimento

No dia 11 de março do corrente ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou a pandemia de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. Desde então tem sido dadas diversas orientações e implementadas várias medidas para tentar deter o avanço do vírus. A principal recomendação tem sido o distanciamento e o isolamento social. A hashtag que ainda hoje continua em alta na grande mídia e nas redes sociais é: #FiqueEmCasa.

A eficácia e eficiência dessa medida no combate à disseminação do coronavírus é reconhecida mundialmente, salvo raríssimas exceções. No entanto, um dos efeitos colaterais do confinamento das pessoas em suas residências é a ansiedade. Ela é chamada por alguns de “emoção oficial da
nossa época” e “base de todas as neuroses”. Considerada “a maior doença do século”, a ansiedade atinge homens e mulheres, adultos e crianças, cultos e incultos, letrados e iletrados, ricos e pobres, religiosos e ateus, crentes e incrédulos. Apesar de ser um mal que está em evidência em nossos dias, ela afeta e incomoda o ser humano desde os tempos mais antigos.

Nesses últimos meses, o coronavírus tem dizimado milhares de vidas, causado choro e pranto, gerado medo e pânico, destruído economias, provocado desemprego e ameaçado o sustento básico de famílias. No entanto, além de todos os males mencionados, esse inimigo invisível tem introduzido em muitos lares outro “vírus” o qual possui grande potencial de causar sérios danos físicos e emocionais: a ansiedade! Esse “vírus” tem roubado a tranquilidade e a paz de espírito; tem destruído a quietude e a calmaria dos corações; tem desestabilizado relacionamentos conjugais e familiares; tem provocado pensamentos conflitantes e transformado a mente de alguns num verdadeiro campo de batalha. Muitos estão sendo consumidos pelas incertezas quanto ao futuro e pelas preocupações quanto ao “pão-de-cada-dia” sobre a mesa. Sem dúvida, nesse tempo de pandemia, a ansiedade tem provocado a asfixia, o aperto e o sufoco na alma de um grande número de pessoas!

Muitas têm sido as orientações quanto às medidas a serem tomadas no enfrentamento do coronavírus. Todavia, como enfrentar o “vírus” da ansiedade? Qual o antídoto contra esse mal? Como lutar eficazmente contra a ansiedade? O que fazer para que a ansiedade não domine sobre a nossa vida? Como agir para que a ansiedade não provoque a asfixia da nossa alma nem corte o oxigênio da nossa esperança? Como líder religioso, quero apresentar algumas medidas de natureza espiritual que podem nos ajudar a combater e a vencer esse “vírus” que, desde os tempos antigos, tem atacado os seres humanos: a ansiedade!

(1) Trilhe o caminho da oração (Filipenses 4.6-7) – O primeiro passo para
vencer a ansiedade é conversar com Deus sobre tudo o que nos preocupa. É falar para ele acerca dos nossos medos, temores, inseguranças e inquietações (1Pedro 5.7). Se trilharmos o caminho da oração, a paz de Deus guardará o nosso coração e a nossa mente.

(2) Ocupe a mente com pensamentos saudáveis (Filipenses 4.8) – Quando estamos ansiosos nossa cabeça fica cheia de pensamentos negativos, pessimistas e doentios. No enfrentamento da ansiedade precisamos ocupar a nossa mente com pensamentos corretos, edificantes e saudáveis.

(3) Aprenda a viver com contentamento (Filipenses 4.11-13) – Nosso contentamento não está nas coisas ou nas circunstâncias, mas em Deus. A fonte de nosso contentamento não se encontra em nós mesmos, mas no poder de Cristo.

(4) Confie e descanse no amor, no cuidado e na provisão de Deus (Mateus 6.25-32) – Nosso Deus é aquele que alimenta as aves do céu e veste os lírios do campo. Para ele, nós valemos mais do que pássaros e flores.

Portanto, o melhor antídoto contra o “vírus” da ansiedade é a segurança em Deus. O profeta Isaías disse: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Isaías 26.3).

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