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Óbitos por Covid-19 param de crescer, mas números preocupam

Quando o recorte são as vítimas da Covid-19, o Brasil, segundo país com maior números absolutos de óbitos

Por: em 05/07/2020 às 09h44 atualizado em 05/07/2020 às 09h44

O Brasil ultrapassou neste sábado (04), a marca de 1,5 milhão de infectados (1.539.081). Com o alto registro diário de pessoas atingidas, o país deve bater o recorde de casos semanais ao final da 27ª semana epidemiológica, que se encerra hoje.

Ontem, foram acrescentadas, ainda, mais 1.290 mortes pela doença, totalizando 63.174 vidas perdidas.

No somatório de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil seria capaz de superlotar o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, cuja capacidade é para 62 mil pessoas. Pior é que quase enche completamente o Estádio Plácido Castelo, o Castelão, em Fortaleza, com 63.903 assentos.

Mesmo antes de fechar a 27ª semana, o acumulado de casos está em 225.414 novos registros, 20.654 casos a menos do que o total registrado na última semana. No entanto, a média de acréscimos diários é quase o dobro, indicando, assim, que a curva de confirmações de infectados continua em alta.

Segundo o Diário de Pernambuco, todas as unidades da federação têm mais casos confirmados do que a Austrália, que, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins, tem 8.255 confirmações. O Mato Grosso do Sul, último estado a romper a barreira de mil mortes, tem 9.388 infectados.

Quando o recorte são as vítimas da Covid-19, o Brasil, segundo país com maior números absolutos de óbitos, tem acumulado similar à soma de fatalidades pela doença da Itália e Espanha. Juntos, os dois países europeus têm 63.218 perdas.

Apesar dos altos indicadores, o Ministério da Saúde começou a observar uma tendência de estabilização das mortes pelo novo coronavírus que, segundo avaliação do estudo Epicovid-19 BR, mata 115 pessoas em um total de 10 mil infectados.

Mesmo com uma possível estabilização na curva de mortes, especialistas afirmam que o país estacionou em um patamar muito alto. Nos últimos quatros dias, o Brasil registrou mais de mil mortes. Além disso, ao olhar para o número absoluto de óbitos nas unidades da federação, se observa que metade delas possui mais de mil mortes pelo novo coronavírus.

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