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Operação prende mais de 50 policiais suspeitos de cobrar propina no Rio

Por: em 01/05/2013 às 12h44 atualizado em 01/05/2013 às 12h44

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Após investigação conjunta dos órgãos de inteligência de segurança do Rio de Janeiro, 50 PMs, 7 policiais civis e outros 14 homens foram presos, nesta terça-feira (30), suspeitos de receber propina de mototaxistas irregulares e ambulantes de Bangu e outros bairros da Zona Oeste da cidade. A propina era paga para que a atividade ilegal acontecesse sem repressão. A Operação Compadres ainda busca outras 12 pessoas acusadas de participar do esquema.

Um vídeo feito pela Corregedoria da PM e divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio mostra o pagamento da propina. A ação também teve participação do Ministério Público.

As imagens mostram a ação de oito homens — todos com identificação no vídeo feita pela Polícia Militar, sendo cinco deles policiais — nas ruas da Zona Oeste. Os oito foram detidos.

Em coletiva por volta das 16h desta terça, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que a operação começou a ser desenvolvida no início de 2012 e o trabalho de investigação durou mais de um ano. “A investigação ainda não terminou. Ainda teremos desdobramentos desse trabalho que podem ter consequências ainda maiores.”

Denunciados
Dos denunciados pelo Ministério Público, 60 são policiais: 53 militares e sete civis. Os agentes públicos são de diferentes unidades. Os policiais militares pertencem aos seguintes batalhões: 14º (Bangu), 9º BPM (Rocha Miranda), 20º BPM, 6º BPM (Tijuca), 4º BPM (São Cristóvão), 41º BPM (Irajá), 15º BPM (Caxias) e do Centro de Formação de Praças (Cefap). Os policiais civis trabalhavam na 34ª DP (Bangu) e na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Entre os não policiais, 18 eram procurados, dos quais 14 já foram presos.

Todos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, que expediu ainda mandados de busca e apreensão nas residências dos policiais e nas unidades onde eles trabalham. Eles são acusados de formação de quadrilha, concussão e roubo.

O que diz a Secretaria de Segurança
Após as prisões, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse não se surpreender com o grande número de policiais envolvidos na operação. “Quando se decide combater a criminalidade, a gente não pode se surpreender com nada”, afirmou. “Não há pacto da polícia com esse tipo de prática. É absolutamente necessário cortar na própria carne.”

O secretário disse ainda que as acusações contra os policiais são muito graves e estão muito bem documentadas. Beltrame garantiu que os policiais não serão mantidos nos seus cargos.

Já o comandante geral da PM, coronel Erir Costa Filho, disse que está cumprindo a promessa que fez ao assumir o cargo, em setembro de 2011, de cortar da corporação os maus policiais.

“Desde que assumi, já foram expulsos 317 policiais. E outros mais vão sair. A sociedade acredita na PM e denuncia os desvios e nós apuramos e buscamos moralizar a PM.” disse. Costa Filho afirmou ainda que visita constantemente os batalhões e procura orientar os policiais sobre as condutas a serem adotadas. (G1)

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