No último IMCAS, que ocorreu em janeiro, na França, e do qual participei, tive a oportunidade de assistir a vários simpósios específicos sobre o futuro das células-tronco para a dermatologia. Com toda a certeza, já era tempo desse promissor tratamento poder nos auxiliar no combate ao fotoenvelhecimento cutâneo e nos proporcionar juventude, beleza e saúde por muitos anos de nossas vidas.
Nesse Congresso, pudemos constatar que atualmente já existem pelo menos três grandes estudos ao redor do mundo a respeito deste assunto. Os estudos são independentes, porém com a técnica utilizada muito semelhante. Um deles é na Universidade de San Diego (Califórnia – EUA); o outro, na Universidade de Roma (Itália) e o maior deles, na Universidade de Kyoto (Japão).
A técnica consiste em retirar tecido gorduroso do paciente a que será submetido ao tratamento de rejuvenescimento. Considerando que esse tecido é muito rico em células-tronco, a gordura retirada passará por um processo laboratorial, no qual propiciará que essas mesmas células-tronco estejam com a maior biodisponibilidade possível para poderem atuar de maneira a melhorar a qualidade do colágeno da pele.
No estudo da Universidade de Kyoto, foram demonstrados mais de 5 mil pacientes submetidos a esta técnica, todos com segmentos prolongados, com até 48 meses. Na documentação fotográfica exibida, os pacientes após esses quatro anos (48 meses) se mostravam com a face mais jovem do que nas fotografias após 12 ou 24 meses do tratamento realizado. Apesar desse estudo ainda não se encontrar completamente concluído, pois ainda existem algumas perguntas a ser respondidas, ele exemplifica o quanto as células-tronco poderão trazer de benefícios na luta que travamos todos os dias contra o envelhecimento.
Nesse mesmo simpósio, ainda foram mostrados os excelentes resultados que as células- tronco produzem quando são utilizadas no couro cabeludo para o tratamento da alopécia (queda de cabelo), tanto nos homens como nas mulheres. Após a sua aplicação, haverá uma grande repilação da área tratada, de forma que o paciente voltará a ter cabelos em quantidade normal na maioria dos casos.
Essa é a esplêndida visão futura que temos para a dermatologia, com uma enorme probabilidade de este futuro chegar brevemente. Ou seja, dentro dos próximos três a cinco anos!!!





