O decreto que suspende as aulas presenciais em Pernambuco, publicado pela primeira vez em 18 de março e renovado nove vezes pelo governo estadual expira nesta segunda-feira (19).
Somente o ensino médio está liberado até o momento. O assunto deverá ser debatido na reunião desta segunda-feira do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, formado por representantes de várias áreas, como Saúde e Educação. O grupo analisa semanalmente os números da pandemia no estado de PE e norteia as decisões do governador Paulo Câmara.

O comitê pode entender que não é o momento ainda de autorizar as aulas presenciais para educação infantil e o ensino fundamental, áreas que, juntas, somam cerca de 1,6 milhões de alunos em Pernambuco (de um total de 2,2 milhões de estudantes da educação básica). O sindicato dos donos de escolas privadas pressiona o governo para autorizar todas as séries.
Já o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), pediu ao governador que dê autonomia para cada município decidir pelo retorno dessas duas etapas. “Queremos que cada prefeito tenha liberdade para avaliar se tem condições de voltar ou não ao ensino presencial”, afirma Patriota.
De acordo com a pesquisa divulgada semana passada pela Confederação Nacional de Municípios com 3.988 cidades (71,6% do total do País), 82,1% dos prefeitos não acreditam que seja possível retomar as aulas presenciais este ano por causa da Covid-19. Via JC Online





