No dia 20 de janeiro de 2021, o músico profissional e educador musical, Breno Novaes Alves, planejava apresentações presenciais com um grupo de frevo e com uma banda local de Belém do São Francisco, quando teve a notícia que o governo do estado de Pernambuco havia voltado a proibir eventos devido ao coronavírus.
Com planos e projetos paralisados, Breno está tentando dar aulas particulares de música para conseguir se manter financeiramente durante esse período, mas, não está conseguindo. Uma realidade que se repete na vida de diversos profissionais da música e cultura do Sertão de Pernambuco.

“Como músico e pai de família fica um sentimento de impotência você saber que está proibido de trabalhar sem que o governo estadual tenha uma estratégia pronta de efeito emergencial aos artistas e músicos”, disse lamentando.
Assim como tantos artistas espalhados pelo Brasil, a cantora Fabiana Santiago, que reside em Petrolina, realizou algumas lives durante a pandemia. Durante as apresentações, ela arrecada dinheiro para a campanha ‘Adote um Músico’.

“Desses valores, pagamos um valor simbólico, pois não é um cachê, ao músicos”, disse Fabiana, que também mantinha campanha de doações de cestas básicas para a classe artística. A proibição de eventos também afetou o trabalho da cantora.
“O setor de eventos continua invisível para as autoridades, sem subsídio nenhum para manutenção de suas atividades, deixando de empregar uma gama de pessoas que trabalham por diárias em eventos”, ressalta Fabiana.
Em relação a Lei Aldir Blanc, que beneficiou vários artistas, Fabiana Santiago destaca que a medida chegou tarde. “Sabemos que esse valor é irrisório, tendo em vista o valor que a classe movimenta em funcionamento normal”.
Para tentar amenizar os prejuízos enfrentados desde a proibição de eventos em PE, na última terça-feira (02) a Associação de Bandas de Música do Sertão de Pernambuco (ABAMS-PE) protocolou na Secretaria de Cultura de Pernambuco, uma solicitação de manifestação do governador Paulo Câmara e do Secretário de Cultura Gilberto Freyre Neto para que apresentem ações emergenciais para a classe artística.
O grupo, que é constituído por músicos e artistas de 13 cidades do Sertão, criou uma lista com sugestões para complementar as ações a serem aplicadas ao setor. Entre elas, estão o direcionamento de recurso para assistência aos artistas profissionais da classe, estratégias a nível municipal para dar suporte às Secretarias de Cultura e Turismo a gerenciarem ações para o setor, além de incentivos financeiros para realização desses projetos.
O educador musical Breno Alves afirma que a mobilização tenta mostrar ao governo estadual e representantes que a categoria está desassistida. “Um setor que mantém uma boa parte do estado, economicamente falando, neste período do ano, está inerte e com prejuízos irreversíveis”, frisou.
Por meio de nota, a A Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), disse que recebeu o documento da ABAMS-PE e que junto ao Conselho Estadual de Políticas Culturais de Pernambuco (CEPC-PE), tem realizado escutas e reuniões virtuais para tentar viabilizar medidas que possam diminuir os impactos da pandemia da Covid-19 entre a classe artística. Informações do G1





