O reajuste de 16% nas passagens dos ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife não foi aceito pelo Governo de Pernambuco. A proposta foi solicitada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE).
A gestão estadual manifestou sua discordância por meio de uma nota, porém deixa a entender que existe a possibilidade de um reajuste, mas inferior ao solicitado pelas empresas, já que pretende manter a tarifa da RMR entre as menores do País durante este ano. A cidade de Recife tem o menor valor, entre as capitais brasileiras.

Através de nota, o Consórcio Grande Recife fala sobre a decisão do Governo de Pernambuco e destaca que “o Governo de Pernambuco informa que não concorda com a proposta de reajuste no valor das passagens de ônibus, apresentada nesta terça-feira (19), pelos empresários do setor de transportes de passageiros da Região Metropolitana do Recife (RMR)”.
No documento, o Grande Recife reitera que a intenção é de manter a tarifa local como a mais barata entre as capitais do Brasil, “apesar das dificuldades adicionais impostas pela pandemia do novo coronavírus desde o início do ano passado”.
Caso o valor pedido pela Urbana fosse aprovado, as passagens do Anel A, que corresponde a mais de 80% do total de do sistema, passariam dos atuais R$ 3,45 para R$ 4,00. O Anel B aumentaria de R$ 4,70 para R$ 5,45 e o Anel G, iria de R$ 2,25 para R$ 2,60.
Em 2020, o Governo Estadual determinou que não ocorresse reajuste nas tarifas, apesar do aumento de 14% solicitado, à época, pelos empresários. “Enquanto não tivermos avanços concretos no transporte público, não falaremos em aumento da tarifa”, afirmou o governador Paulo Câmara (PSB), em janeiro do ano passado. Via Diário de Pernambuco





