Já são dez casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus estão sendo investigados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A secretaria disse que nesta quarta-feira (25), que, desde o início de novembro, está apurando cinco ocorrências desse tipo. Desde então, publicou uma nota técnica orientando os municípios sobre como proceder nesses casos e identificou mais cinco suspeitas.
Além disso, a secretaria informou, ainda, que cinco dos dez casos investigados atendem todos os critérios para serem considerados suspeitos. Eles já foram encaminhados para análise no Instituto Evandro Chagas, no Pará.

De acordo com as informações, outros cinco casos foram notificados após a divulgação da nota técnica do governo. Assim, estão em análise para verificar se atendem todos os critérios para encaminhamento ao instituto, no Norte do país.
Para confirmar um caso de reinfecção, segundo o governo de Pernambuco, é preciso que o paciente tenha duas amostras de biologia molecular (RT-PCR) positivas, com um intervalo, entre elas de, no mínimo, 90 dias, além de estarem adequadas para análise.
O G1 informou que as duas amostras precisam ser encaminhadas pelo Laboratório Central de Pernambuco ( Lacen), para o Instituto Evandro Chagas, referência nacional que estudará os casos.
O maior problema é separar os casos de pessoas que ficam com o RT-PCR positivo por um período prolongado dos registros feitos em pacientes que ficaram curados e o vírus reapareceu. É necessário fazer análises para saber se, realmente, a vítima pegou a doença de novo.
Os cinco casos que já foram encaminhados ao Pará, que atendem aos critérios para reinfecção, são de quatro pacientes do Recife e um de Olinda. Eles tiveram o segundo resultado de exame positivo entre três e seis meses após o primeiro exame.
Os novos cinco casos, que estão em análise para verificar se atendem todos os critérios para encaminhamento ao Instituto Evandro Chagas, são dos municípios de Araripina (1), Carnaíba (1), Olinda (2) e São José do Egito (1). De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, as cidades são responsáveis pela identificação das suspeitas em seu território e, com isso, notificam o estado, encaminhando os laudos dos exames.





