Foi aprovado na sessão ordinária desta última segunda-feira (21) o projeto de Lei 023/20, de autoria do Vereador Sinézio Rodrigues, que propõe a utilização, anual, da cor azul em espaços públicos, na data de 02 de abril, como símbolo ao dia Mundial de Conscientização do Autismo, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), além de instituir horário especial, no âmbito municipal, para servidores públicos municipais que tenham sob sua responsabilidade e cuidados, cônjuge, companheiro, descendente ou dependente, que seja portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Para Adriano Simões, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Serra Talhada, e pai do pequeno Joaquim Simões, de 4 anos de idade e que se enquadra dentro do Espectro de Autismo, o projeto de lei vem para fortalecer a luta por maior visibilidade as necessidades das pessoas com autismo, bem como, de todas as pessoas que lidam com qualquer outra deficiência.

“A gente não conhece quem são os autistas, onde estão e o que precisam. Acho que a sociedade, o poder público tem que olhar para essas pessoas, principalmente porque essas pessoas precisam de ajuda. (…) Espero que este projeto de lei seja sancionado pelo prefeito. Espero que os (pré) candidatos a prefeito, aqui em Serra talhada, futuros gestores, futuros vereadores se sensibilizem pela causa, pois nós temos, ainda, muito a andar, muito ainda a aprender.” Declarou Adriano Simões.
O vereador Sinézio Rodrigues celebrou a aprovação e está confiante no impacto do projeto na vida de diversos servidores públicos municipais e de seus dependentes que se enquadrem dentro do Espectro de Autismo.
“Um passo importante para este debate, que não é um debate recente, mas que não tem ganhado a devida atenção das autoridades. É um passo importante, também, para que possamos aprofundar esta questão; e também a facilitação da vida dos servidores que precisam trabalhar. É justo ter um horário especial, ter um horário reduzido. E o mais importante é que vamos gerar dentro das escolas um debate que vai ficar não só para os professores e equipe gestora, mas também, para os alunos, que a partir dali, vão sair com outra concepção sobre o autismo. Este projeto vem para melhorar, ainda mais, as leis municipais já existentes que tratam deste assunto (1.611/2017 e 1.721/2019), e para poder dar um maior suporte aos responsáveis por crianças autistas. Vamos procurar a secretaria de educação para ver como podemos adequar a proposta deste projeto no currículo pedagógico do município.” Falou Sinézio.
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