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Por R$ 1,9 bilhão, espanhola arremata Bloco Nordeste de aeroportos, que inclui o do Recife

Por: em 16/03/2019 às 13h56 atualizado em 16/03/2019 às 13h56

O Bloco Nordeste de aeroportos, que inclui o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, foi arrematado por R$ 1,9 bilhão pela espanhola Aena Desarrolo Internacional SA. O valor representa um ganho de mais de 1.000% em relação à contribuição mínima exigida, estimada em R$ 171 milhões para assumir a gestão e operação dos cinco aeroportos nordestinos pelo período de 30 anos. O leilão geral de aeroportos foi realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na manhã desta sexta-feira (15), na sede da Bolsa (B3), em São Paulo. A concessão integra o plano de desestatização da infraestrutura aeroportuária do governo federal e reúne 12 terminais, divididos em três blocos. Além do Nordeste, foram ofertados os blocos Sudeste e Centro-Oeste.

O Bloco Nordeste contempla os terminais do Recife, João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Maceió (AL), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB). Juntos, a estimativa de movimentação de passageiros para 2019 é de 13,2 milhões. Somente o aeroporto do Recife movimentou mais de 8 milhões de passageiros em 2018. Os 12 aeroportos em licitação respondem por 9,5% do mercado doméstico, com quase 20 milhões de passageiros/ano. Foi a primeira rodada de concessão de aeroportos em blocos.

Na primeira etapa do leilão, seis propostas foram entregues para o Bloco Nordeste, sendo as três maiores selecionadas para a fase seguinte da concorrência. A Aena Desarrolo (R$ 1,8 bilhão) foi a maior, seguida da Zurick Airport Latin America (quase R$ 1,7 bilhão) e do Consórcio Nordeste (quase RF$ 1,5 bilhão).

A segunda etapa reuniu essas três maiores proponetes para apresentação de novas propostas, estabelecendo um valor de R$ 5 milhões acima da oferta anterior. Novas propostas foram realizadas, a Zurich Internacional chegou a cobrir a proposta vencedora da primeira etapa, mas a Aena Desarrolo amplicou a oferta para R$ 1,9 bilhão e venceu. A Aena Desarrolo Internacional participa atualmente da gestão e da operação aeroportos em quatro países além da Espanha: Reino Unido, México, Colombia e Jamaica.

Ao investidor privado, alguns investimentos estão previstos na pauta de concessão. Nos primeiros três anos, por exemplo, será regra realizar adequações de segurança operacional nos aeroportos, principalmente em relações às pistas de pouso e decolagem (sinalização, sistema visual de aproximação e implantação de áreas de segurança no fim da pista) além do próprio terminal de passageiros, em melhorias na infraestrutura de uso comum, como escadas rolantes, elevadores, banheiros, disponibilização de internet gratuita de alta velocidade, revisão da climatização, da acessibilidade, entre outros pontos.

Para o aeroporto do Recife, também está previsto na concessão: ampliar a capacidade de processamento de passageiros, elevando o percentual mínimo desse processamento em pontes de embarque a 65% para voos domésticos e 95% para voos internacionais, o que deve ocorrer a partir do quarto ano de concessão.

Do Diário de PE

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