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Prefeitos montam estratégias para a mobilização no dia 13 de maio

Por: em 07/05/2013 às 23h38 atualizado em 07/05/2013 às 23h38

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Ficou decidido em  reunião na  AMUPE com os prefeitos pernambucanos  que segunda-feira (13.05) será o Grito do Nordeste para com os efeitos da seca e  as constantes perdas de receitas municipais, principalmente o FPM. Será um grande   ato em defesa dos municípios que está sendo encabeçado pela CNM para os Municípios do Nordeste em razão das medidas insuficientes para a convivência com a Seca, será às 10h na Assembleia Legislativa, na Rua da Aurora. À tarde, o Presidente da AMUPE, José Patriota, ao lado do Prefeito de Cumaru, Eduardo Tabosa, também diretor da entidade, estiveram reunidos com o Presidente da ALEPE, o Deputado Guilherme Uchôa, para definir a logística da manifestação.

“Neste dia virão caravanas de todas as regiões do Estado”, disse José Patriota, presidente da Amupe. Com a mobilização, as prefeituras vão manter apenas os serviços essenciais. Estão sendo convidados   a participar deste ato, toda sociedade, igreja, movimentos sociais, deputados federais, estaduais, senadores, os interioranos que moram na capital, enfim será um ato de questionamento para as perdas reais da economia dos municípios pernambucanos.

Os prefeitos  lamentam a não inclusão dos municípios como agentes executores e demonstram  suas insatisfações diante da falta de respostas do Governo Federal a reinvindicações  já feitas e que, se implementadas, já poderiam ter mudando a triste e cruel realidade por que passam quase 10 milhões  de nordestinos de forma direta. Eles reconhecem  as ações implementadas  até agora,  mas destacam que atualmente mais de 1.400 municípios de nove Estados já declararam situação de emergência em 2013, representando 22% das cidades brasileiras.

Os prefeitos pretendem mostrar o cenário de miséria, fome e perdas na agropecuária que  continua inalterado, impactando negativamente em todo o país,  pressionando o índice inflacionário e provocando o desabastecimento de produtos da cesta básica, mesmo com as chuvas ocasionais que têm caído em parte de Pernambuco e no Nordeste. Além dos prejuízos nas lavouras e criações, a demanda assistencial tem aumentado sem contrapartida financeira. “Pelo contrário, o Fundo de participação dos Municípios- FPM, já é menor que o mesmo período de 2012, em contraponto ao aumento constante dos compulsórios”, diz Patriota.

Os prefeitos  reivindicam mais desburocratização, ações emergenciais e estruturantes, em parceria com os municípios, para que os mesmos passem de meros expectadores a agentes ativos desse processo e possam dar aos seus municípios, opções de vida, trabalho e a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da Nação. Ao  final do evento será entregue um documento ao Governador Eduardo Campos mostrando as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras em atender a população em suas necessidades básicas. (Bruno Moraes)

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