Mesmo com a alta de mortes em Pernambuco, o recorde de novos casos registrados em 24 horas, a taxa de 96% de ocupação em leitos de UTI e a baixa adesão ao isolamento social por parte da população, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, acredita que o governo acertou ao relaxar a quarentena e permitir a retomada de serviços não essenciais.
André Longo disse: “Acreditamos que fizemos o certo”, em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (02), ao ser questionado sobre a decisão do governo de liberar as atividades econômicas de funcionarem às vésperas do feriadão de Páscoa. “Fizemos medidas restritivas mais intensas em duas semanas. Nos quatro últimos finais de semana, só serviços essenciais funcionaram”, argumentou o secretário, sem lembrar da baixa adesão da população ao isolamento social. Apesar dos serviços não essenciais não funcionarem durante 14 dias, o Estado jamais alcançou a meta de 60% de isolamento, e vários flagrantes de aglomerações foram registrados.

De acordo com o secretário, o “número de casos por si só não reflete a temperatura da pandemia”. Segundo André Longo, outros dados devem ser levados em consideração. “O que a gente tem de mais sensível é a pressão sobre o sistema de saúde. As pessoas que estão chegando às UPAs, e demandas por leitos de enfermaria e UTI, além de chamados do SAMU. Isso faz com que tenhamos uma tomada de decisão mais sensível”, alegou.
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O Estado tem reforçado que está abrindo novas vagas nos hospitais para receber mais pacientes. Em menos de um mês, Pernambuco abriu mais 500 leitos de UTI. No entanto, a maior oferta de atendimento, não diminui a taxa de transmissão do vírus que, de acordo com o professor Jones Albuquerque, do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco, segue alta. Ou seja, mais leitos estão sendo abertos, mas mais pessoas também estão adoecendo.




