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Taxa de letalidade por Covid-19 sobe para 2,4% em Pernambuco

O índice ainda é menor do que o do Brasil, que teve o último mês com 3% de taxa de letalidade

Por: em 08/04/2021 às 14h07 atualizado em 08/04/2021 às 14h09

Após finalizar o mês de março com indicadores que comprovam a aceleração da Covid-19, o Estado de Pernambuco permanece com crescimento do número de casos e óbitos, além de manutenção de
níveis altos na incidência de quadros graves sugestivos da infecção.

Juntamente a isso, o Estado continua a registrar uma alta taxa de ocupação dos leitos não somente de terapia intensiva (UTI), mas também de enfermaria nas redes públicas e privadas. Assim como tem acontecido em todo o Brasil, PE segue com circulação intensa do novo coronavírus, o que teve início em março, quando se atingiu uma taxa de letalidade, entre os infectados, de 2,4%.

Esse indicador se encontrava em torno de 1,6% no fim do ano passado. O índice ainda é menor do que o do Brasil, que teve o último mês com 3% de taxa de letalidade — maior também do que o que foi alcançado em dezembro (1,6%).

A taxa de letalidade é um indicador importante para avaliar os efeitos da pandemia pois considera a quantidade de pessoas que morreram pela covid-19 em relação à quantidade de infectados pelo vírus. Trata-se de um conceito que se diferencia da taxa de mortalidade que é responsável por avaliar o volume de pacientes que morreram pela Covid-19 em relação à população total de certa localidade.

No decorrer de toda a pandemia, a mortalidade em Pernambuco é de 130 óbitos a cada 100 mil habitantes. Já no Brasil, esse índice é maior: de 161 mortes por 100 mil habitantes. Essa é uma medida capaz de estimar o quanto uma doença pode impactar uma determinada população. É por conta disso que os epidemiologistas falam em mortes para cada proporção de habitantes.

É comum se expressar mortalidade, comparando com lugares diferentes, em número de óbitos para cada 100 mil habitantes, considerando um período de observação.

“No Estado, o aumento da taxa de letalidade era esperado para março porque, mesmo com o lockdown (quarentena mais rígida, de 18 a 31 de março), não houve tempo suciente para diminuir o número de mortes. Estamos há muito tempo com taxas de ocupação dos leitos de UTI bastante elevadas. O lockdown teria que ser mais duradouro, intenso e rígido para observarmos um efeito mais efetivo (no combate à pandemia)”, destaca o epidemiologista Rafael Moreira, pesquisador do Instituto Aggeu Magalhães (unidade da Fiocruz no Estado) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco.

Apenas nesta quarta-feira (07), PE confirmou mais 2.965 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Pernambuco. Foi o segundo maior número de confirmações em 24 horas desde o começo da pandemia, em março do ano passado.

O recorde continua sendo o que foi divulgado no último dia 1º, quando a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou 2.987 infecções. Informações do JC Online

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