Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Wilson Witzel para adiamento do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), marcado para a tarde desta quarta-feira (02). A sessão analisará a decisão que determinou o afastamento do político durante seu mandato de governador do Rio de Janeiro.
O julgamento no STJ vai ser na Corte Especial do tribunal, formada pelos 15 ministros mais antigos da Casa. Ao todo, o STJ tem 33 cadeiras. Na avaliação de técnicos do STJ, são necessários 10 dos 15 votos (quórum de 2/3) para que Witzel seja mantido afastado do cargo. O presidente do STJ só vota caso dê empate.

O afastamento de Witzel vale por 180 dias e foi determinado pelo ministro do STJ Benedito Gonçalves, a pedido da Procuradoria-Geral da República na Operação Tris In Idem. A força-tarefa, deflagrada na semana passada, investiga desvios na saúde e irregularidades do estado
Para pedir o adiamento do julgamento, a defesa de Witzel argumentou que não haveria tempo suficiente para que o STJ julgue o tema antes da análise do recurso pelo STF.
Isso porque, de acordo com os advogados, a notificação para que o Superior Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral da República prestem informações sobre o tema foi enviada nesta terça.
Segundo Toffoli, os argumentos da defesa não justificam uma intervenção do STF. Via G1





