Acontecido na última terça-feira (03), o ataque hacker contra a rede de tecnologia da informação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), trouxe um alerta aos procedimentos de segurança dos órgãos responsáveis pelo monitoramento do pleito municipal deste ano, marcado para o próximo dia 15.
“Por não possuir conexão com a internet e nenhum outro tipo de ligação externa, sendo, dessa forma um equipamento standalone, a urna não pode ser hackeada”, assegurou secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), George Maciel.

Ademais, como reforço para a segurança do pleito, George também conta que, agora, por conta da proximidade das eleições, o TRE-PE entrou em uma fase mais rígida de segurança. “É uma fase chamada Redução de Superfície de Ataque, onde cortamos todos os acessos a vários sistemas que não são essenciais, colocando na internet apenas o que for necessário”, afirmou.
E completou dizendo: “Quando está próximo das eleições, fazemos transferência dessas informações para outros servidores que não são da justiça eleitoral, o que impede o ataque do hacker pois multiplicamos esses dados em vários servidores ao mesmo tempo. A segurança é umbilicalmente ligada ao nosso negócio”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão máximo da justiça eleitoral, também vem tomando medidas mais rígidas de segurança após o ataque sofrido pelo STJ.
Através de uma nota, o TSE se manifestou a respeito do caso e informou que medidas de segurança nos sistemas internos e externos foram intensificadas, ação rotineira nos períodos próximos às eleições. “No entanto, em razão do cenário excepcional, houve um reforço na segurança virtual e novas providências foram adotadas”, explicou.
Segundo a nota emitida pelo STJ, o ataque cibernético foi notado durante o período da tarde do dia 3, quando ocorriam sessões de julgamento. Foi verificado a existência de um vírus na rede de informática do tribunal “e, como medida de precaução, os links para a rede mundial de computadores foram desconectados, o que implicou o cancelamento das sessões de julgamento e impossibilitou o funcionamento dos sistemas de informática e de telefonia da Corte”, informou o órgão, que se mantém de plantão até a próxima segunda-feira (11). Via Diário de Pernambuco





