Ana Paula foi presa pelo Denarc em 2008 por tráfico de drogas e recebeu o alvará de soltura em 2009, ficando em liberdade condicional. Nos 15 dias anteriores ao flagrante, a polícia civil havia começado a investigar a suspeita por um novo envolvimento com o tráfico. Na sexta à noite, os policiais viram Ana Paula portando um embrulho e acompanhada de um homem na altura do ferro-velho, na PE-22, em Paulista. Pouco tempo depois, Vanessa Vicente e Edilene da Silva se aproximaram do local com um pacote e fizeram a troca com Ana Paula.
Ana Paula negou ser a dona das drogas e não queria cooperar com a polícia informando o local onde estava guardando o restante. Depois de algum tempo ela decidiu falar e levou os policiais até sua casa na Rua Marrocos, no bairro de Pau Amarelo, em Paulista. Lá, os agentes encontraram dentro de uma mala 44kg de maconha prensada, 2,5kg de crack e uma quantia de R$ 1.930 em dinheiro. Ana Paula ainda negou que as drogas e o dinheiro fossem dela, alegando que um rapaz, chamado André, era o verdadeiro dono e havia pedido para que ela guardasse o entorpecente em sua casa. A polícia acredita que este rapaz não existe e o nome é apenas imaginário.
A delegada responsável pelo caso, Maria Helena Fazio, afirmou que a maconha apreendida não é produzida no Sertão pernambucano e provavelmente vem do Paraguai. “Essa maconha é muito prensada. Ela não tem a textura nem a embalagem características de Pernambuco”, declarou Maria Helena que acredita na passagem do entorpecente por São Paulo antes de chegar no Recife. Ainda segundo a delegada, Ana Paula era apenas a distribuidora e existem outras pessoas envolvidas no esquema. (NE10)






