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UFPE retoma aulas em formato remoto para mais de 25 mil alunos

Foram cinco meses com as atividades suspensas devido à pandemia do novo coronavírus.

Por: em 24/08/2020 às 16h52 atualizado em 24/08/2020 às 16h52

Nesta segunda-feira (24), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deu início ao Semestre Letivo Suplementar 2020.3. Com aula inaugural online, que contou com a participação de diversos representantes da comunidade acadêmica, o evento, que foi transmitido pelo Youtube, marcou a retomada das atividades para os mais de 25 mil alunos que se matricularam em disciplinas remotas, que serão ministradas por mais de 1.900 docentes da UFPE. Foram cinco meses com as atividades suspensas devido à pandemia do novo coronavírus.

No decorrer de a transmissão, o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, destacou as atividades desenvolvidas pela instituição no combate à pandemia do novo coronavírus, como a realização de mais de 20 mil testes do tipo RT-PCR, as pesquisas relacionadas ao sequenciamento genético do vírus e os atendimentos feitos no Hospital das Clínicas ao longo dos últimos cinco meses. O reitor também falou sobre o desao de dar início às atividades de forma remota, já que a universidade sempre teve o perfil presencial. “Trata-se de um momento histórico, mas de grande desao. Um deles é como nós, enquanto universidade, vamos inspirar os estudantes a continuar acreditando no processo de aprendizagem”, comenta.

A volta às aulas na UFPE acontece com disciplinas ministradas virtualmente. A matrícula dos alunos e a participação dos professores é facultativa. Quem optou por não cursar cadeiras a distância não será prejudicado e poderá dar continuidade à graduação quando o semestre 2020.1, com aulas presenciais, retomar. A instituição lançou um edital voltado para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, para fornecer plano de dados móveis e aparelhos eletrônicos, possibilitando a matrícula no semestre letivo 2020.3.

De acordo com a UFPE, 25.085 estudantes se matricularam nas 2.259 disciplinas ofertadas pela instituição. As cadeiras serão ministradas por 1.906 docentes, em um total de 2.937 turmas formadas. As aulas da universidade estavam marcadas, inicialmente, para serem retomadas no dia 17 de agosto, no entanto, foram adiadas para esta segunda-feira (24). O reitor explica que o processo de retomada se deu após diversas reuniões entre coordenadores, técnicos, gestão e estudantes da universidade.

Professor do Departamento de Eletrônica e Sistemas da UFPE, João Marcelo Teixeira explica que, durante os últimos cinco meses, o corpo docente passou por diversos tipos de preparação. Reuniões e capacitação para ensinar a mexer nas ferramentas zeram parte desta adaptação. Para ele, o maior desao do semestre é conciliar a vida acadêmica dentro de casa, pois, além das aulas online, ainda há atividades como participação em bancas, organização de eventos cientícos e orientação de estudantes. “Estamos no tempo bom para retomar, mesmo que de forma facultativa. Essa experiência serve de bom teste para rever algumas práticas que temos na universidade. Vai que, ano que vem, a gente cursa carga horária de aula remota?”, declara.

A estudante Amanda Arruda, de 23 anos, ia se formar no curso de Nutrição da UFPE ainda em 2020. Com a pandemia, os seus planos foram interrompidos. No semestre letivo 2020.3, ela conseguiu se matricular em uma cadeira, e reclama da diculdade de cursar os estágios obrigatórios do curso. “Como eu estou no último período, só estava faltando o estágio e a cadeira de TCC 2. Era para eu ter me formado em julho, mas estamos com muita diculdade, principalmente com o estágio. Eu quero tentar fazer a seleção de mestrado, que é em novembro, mas não sei se conseguirei estar formada até lá”, diz.

Willams Fernando, de 23 anos, cursa História na UFPE. No sétimo período, o estudante, que se matriculou em duas cadeiras, espera que o semestre seja proveitoso. “Eu espero que dê certo, mas não coloquei grandes expectativas. O problema que eu enfrento é em relação à internet, porque pode ser que que caindo, que eu não consiga. Faço parte de dois projetos de cursinho voluntário da federal e, às vezes dando aula, a internet ca ruim”, relata o jovem.

Com informações do NE10.

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