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Valdemiro Santiago vende ‘semente que cura covid-19’

O "grão ungido" pode ser comprado pelos fiéis pela bagatela de R$ 1 mil.

Por: em 09/05/2020 às 06h30 atualizado em 09/05/2020 às 10h20

Famoso por atitudes controversas, o pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Reino de Deus, está vendendo uma semente mágica como a cura da covid-19. O “grão ungido” pode ser comprado pelos fiéis pela bagatela de R$ 1 mil.

“Vou fazer o propósito de R$ 1 mil para cada um. E muitos que estão me assistindo também vão fazer de R$ mil. Outros vão fazer de R$ 500. De acordo com sua semeadeira”, diz o pastor.

Valdemiro diz que o fiel irá investir no “propósito da semente ser tua benção”. No vídeo, o pastor apresenta um suposto laudo médico de um paciente curado da Covid-19 após plantar a o grão.

Não é divulgado de qual planta específica é a semente, mas o líder da Igreja Mundial afirma que o slogan do propósito estará estampado na planta ao florescer.

Valdemiro fala do pontencial da semente:”gente curada de estado terminal, gravíssimo. E tá ali o exame, para quem quiser. (…) Você vê como a semente é semeadora. E aí sim conseguiu vencer a crise e a epidemia. Só tem um jeito de se vencer essas fases difíceis. É semeando, e semeando na obra de Deus. Essa semente é interessante, você planta… É a semente ‘sê tu uma bênção’. Você vai semear essa semente e na planta que nascer vai estar escrito ‘Sê tu uma benção’.”

O pastor rebate no vídeo a possibilidade de fraude ao anunciar o preço da semente “Mas isso é enganar? Você que tá enganado”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que ainda não há vacina, cura ou medicamentos que protejam ou possam ser utilizados no tratamento de Covid-19.

Na mira do MP
O vídeo já está sendo investigado pelo Ministério Público (MP), informa o jornal O Dia. A venda da cura pode ser classificada como o crime de estelionato.

De acordo com a Procuradoria da República de São Paulo “o vídeo está sob análise”. Ainda de acordo com o órgão, cabe à esfera estadual apurar a responsabilidade civil do pastor, no caso. Já o MP paulistano afirmou que as imagens já estão sob análise de um promotor.

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