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Vendedor da vacina revela pedido de propina de US$ 1 por dose

Por: em 30/06/2021 às 03h17 atualizado em 30/06/2021 às 07h24

Da Folha de Pernambuco

Um representante  da empresa Davati Medical Supply afirmou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ter recebido um pedido de propina de US$ 1 por dose para fechar contrato com o Ministério da Saúde.

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, funcionário da vendedora de vacinas, apontou Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde, como a pessoa responsável pelo pedido, feito durante um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, em 25 de fevereiro.

Diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde,Roberto Dias, durante a coletiva de imprensa e boletim diário, sobre à infecção pelo novo coronavírus no país

De acordo com a matéria, publicada nesta terça-feira (29), Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A empresa Davati teria entrado em contato com a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.

Inicialmente, a proposta era de cobrar US$ 3,5 por cada dose, cerca de R$ 17,35 em cotação atual. Segundo a Folha de São Paulo, o valor teria subido para US$ 15,5 (aproximadamente R$ 76, em cotação atual). 

Ao ser questionado se teria certeza que o encontro foi com o diretor de Logística do ministério, Dominguetti respondeu: “Claro, tenho certeza. Se pegar a telemetria do meu celular, as câmeras do shopping, do restaurante, qualquer coisa, vai ver que eu estava lá com ele e era ele mesmo”, disse ao periódico. 

Logo em seguida, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu exonerar o diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. A exoneração foi confirmada em nota pelo ministério. A medida será publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União.

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