Uma criança sul-africana contraiu o vírus da AIDS da mãe durante a gestação. Passou por um breve período de tratamento a partir do primeiro mês de vida, e agora alcançou os nove anos de idade perfeitamente saudável. Os médicos responsáveis por acompanhá-la afirmam que essa é a primeira vez que uma vítima de transmissão vertical chega a uma idade tão avançada sem consumir o coquetel diário de remédios preventivos – a concentração de HIV em seu sangue é tão baixa que exames da laboratório não conseguiram detectá-la.

O caso, apresentado em um congresso de medicina em Paris, na França, dá novas esperanças a crianças que precisarão passar o resto da vida em tratamento regular para evitar manifestações do vírus. Os efeitos colaterais do coquetel vão de diarreia, insônia e enjoo a alterações metabólicas de longo prazo, como diabetes e mudanças nos pontos de acúmulo de gordura no corpo (lipodistrofia). Segundo a UNAIDS (programa de combate à doença das Nações Unidas), 110 mil crianças morreram por causa da AIDS em 2015, e 1,8 milhões convivem com o vírus.





