Nada de consumo sustentável: bactérias do gênero Paenibacillus sp., quando são alimentadas com açúcar e nutrientes em abundância, perdem a noção do perigo e começam a se reproduzir feito coelhos (na verdade, bem mais rápido do que eles: no reino microscópico, novos indivíduos surgem em questão de horas por divisão celular). O problema é que a digestão de todo esse carboidrato tem efeitos colaterais.

Um resquício ácido das reações químicas que ocorrem no interior das bactérias logo começa a se acumular em volta delas – para falar português claro, de tanto comer e digerir, elas ficam nadando no próprio cocô. Esse cocô, abundante, torna inóspito o próprio ambiente em que vive a colônia. A acidez é nociva para as bactérias, que começam a morrer por causa do pH baixo. Como se estivessem mergulhadas em um balde de ácido sulfúrico.
É suicídio ecológico. Em 24 horas, não mais, a população antes próspera entra em colapso e desaparece do mapa. O único jeito de evitar é aplicar antibiótico – a morte de uma parcela da população devolve o equilíbrio ao sistema (Thanos, de Guerra Infinita, aprova). A descoberta é do biofísico Jeff Gore, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, e foi relatada em um artigo científico publicado nesta semana.





