Uma jovem de 21 anos, cujos sintomas de câncer de colo uterino foram confundidos pelos médicos como “dores de crescimento”, morreu da doença.
Kirstie Wilson, de Kent, na Inglaterra, foi diagnosticada com a doença há três anos, depois de se recusar a aceitar o diagnóstico original. Depois de ser dispensada por seu médico particular três vezes, ela implorou para ser encaminhada para um especialista. Foi só então que ela passou pelo teste que detectou células anormais.

Apesar de passar por uma cirurgia, a doença voltou como metástase, espalhando-se para o seu fígado e baço. Ela morreu em setembro de 2015, cercada por seus amigos e familiares. De acordo com Gary, pai de Kirstie, ela faleceu recebendo o carinho de amigos. Ele citou que ela conheceu seu ídolo, após um apelo nas redes sociais, o zagueiro do Chelsea, John Terry. O atleta foi visitá-la no hospital ao tomar conhecimento de sua história e também postou um comunicado sobre sua morte nas redes sociais.
O NHS (Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido) oferece um teste de triagem cervical para todas as mulheres com idade entre 25 e 64 anos, a cada três a cinco anos, de graça. Atualmente, o teste não é oferecido rotineiramente para mulheres com idade inferior a 25 – tais como Kirstie – porque o câncer do colo do útero é muito raro em mulheres de sua idade.
Este exame identifica alterações precoces que, se não tratadas rapidamente, podem evoluir para a forma mais perigosa da doença. Uma amostra de células é retirada do local e enviada para um laboratório para análise. As pacientes cujas células apresentam anormalidades são chamadas de volta para exames mais aprofundados e, se necessário, tratamento adequado. Em janeiro, em uma entrevista ao Daily Mail, Kirstie relatou que ela apresentava todos os sintomas aos 17 anos, mas os médicos ignoraram completamente a hipótese. “Eu estava sangrando entre meus períodos menstruais e com dores, mas os médicos me diagnosticaram com aftas e dores de crescimento”, disse ela, que visitou seu médico três vezes antes de ser encaminhada para um especialista.
Em abril de 2014 ela começou a temer por sua vida quando seu abdômen tornou-se tão dilatado que as pessoas confundiam com gravidez. Antes de sua morte, Kirstie passou a fazer campanhas para que as mulheres exijam seus exames casos suspeitem de algo e também levantou fundos para melhorar o acesso a medicamentos no NHS para quem sofre de câncer. Ela também estava envolvida em uma petição criticando cortes para o Fundo de Medicamento contra o câncer e pedindo uma revisão de como drogas contra o câncer são financiadas no sistema de saúde de seu país.
Quando Kirstie foi diagnosticada com câncer em maio de 2012, ela passou por uma cirurgia conhecida como traquelectomia radical, procedimento que remove o colo do útero e a parte superior da vagina, mas não o corpo do útero, permitindo a gravidez posterior. A operação a deixou livre do câncer por quase dois anos, mas depois ele voltou e espalhou-se para o fígado e o baço. Assim, ela teve de passar por uma quimioterapia, que não conseguiu diminuir seus tumores, sendo desenganada pelos médicos.
Desde então, sua batalha foi focada em campanhas de arrecadação, juntamente com sua família, para financiar pesquisas em instituições e clínicas de câncer cervical, com o objetivo de ajudar outras jovens garotas que poderiam ser negligenciadas, assim como ela.





