O Estado de Pernambuco começará a pagar pela conta de água do projeto da Transposição do São Francisco no mês de outubro e, no primeiro momento, isso poderia representar um acréscimo de 0,8% na conta de água dos pernambucanos, segundo simulações feitas pela Secretaria Estadual de Infraestrutura.
“Isso não será repassado aos consumidores no ano de 2021, porque está sendo um período muito difícil. É inoportuno”, afirmou a secretaria estadual de Infraestrutura, Fernandha Batista.

O aumento na conta de água é autorizado, uma vez por ano, pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) com base nas informações de despesas e investimentos apresentados pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O último reajuste ocorreu em janeiro deste ano. Atualmente, aproximadamente 400 mil pernambucanos do semiárido utilizam a água deste projeto. Até o fim deste ano, serão 800 mil usuários.
A cobrança pelo custo de operação do projeto da transposição vai aumentar, de forma gradativa, nos próximos cinco anos. Pelo contrato estabelecido entre o governo federal e o governo estadual, apenas 5% do custo total do projeto será cobrado aos Estados beneficiados em 2021, o primeiro ano de operação comercial do mesmo.
No segundo ano, em 2022, serão cobrados 15%, indo para 35% no terceiro ano; 65% no quarto ano e 100% no quinto ano, em 2025. A preços de hoje, quando o Estado estiver pagando 100% desse custo isso poderia resultar em um aumento de 3,5% na conta de todos os clientes da Compesa ou de 16% caso fosse cobrado somente dos consumidores do semiárido, conforme simulações da Seinfra.
“A nossa ideia é dividir esse custo por todos os consumidores da Compesa. Mas não estamos levando em conta esses percentuais, porque vamos pedir uma revisão desses custos no quarto ano da operação do projeto”, afirma Fernandha, acrescentando que isso vai ser colocado no contrato que será assinado entre os representantes do Estado e do governo federal. Informações do JC Online





